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terça-feira, 27 de maio de 2025

Descobertas Arqueológicas em Selos: Uma Viagem pelo Património Português

2025 Europa Descobertas Arqueológicas

A Filatelia dos CTT tem sido uma ponte entre a cultura portuguesa e o mundo, promovendo o nosso património através de selos e edições especiais. Em 2025, a série Europa, sob a égide da PostEurop, presta homenagem ao Museu Nacional de Arqueologia com o tema “Descobertas Arqueológicas”.



Esta coleção reúne quatro selos que representam diferentes períodos da nossa história: dois da Pré-História, um do Período Romano e outro da Idade Média. Cada peça foi escolhida com base em critérios científicos rigorosos, refletindo a diversidade cronológica e geográfica do espólio do museu.

Mais do que uma emissão filatélica, esta série é um convite à descoberta e valorização do nosso legado arqueológico — uma verdadeira celebração da história portuguesa em miniatura.




FDC com carimbo de Lisboa

Postal Máximo com carimbo (postal dos CTT - Emissão Especial)




FDC Lisboa

Envelope C6

Envelope C5





quarta-feira, 5 de fevereiro de 2025

Postal Máximo 210 anos Império Espirito Santo de S. Carlos

 


Postal:

Emissão especial dos CTT

BPA 206

Festas do divino Espírito Santo Açores

Pomba, símbolo central na bandeira do Divino Espirito Santo

Foto de António Araújo 

terça-feira, 31 de dezembro de 2024

Filatelia 2024 Emissão Filatélica "Açores em Festa" - Cavalhadas de São Pedro

 


Cavalhadas de São Pedro

Ribeira Grande, ilha de São Miguel 
A tradição das Cavalhadas de São Pedro remonta a 1563, após a erupção do vulcão do Pico do Sapateiro (atualmente Pico Queimado), que soterrou a freguesia de Ribeira Seca, tragédia registada pelo historiador Gaspar Frutuoso. De forma inexplicável, a igreja de São Pedro e a imagem do Santo permaneceram intactas durante esse evento catastrófico. Como forma de agradecimento ao seu santo padroeiro, os ribeira-grandenses organizaram uma procissão de cavaleiros, acompanhados por mordomos do Divino Espírito Santo. As Cavalhadas de São Pedro constituem um dos pontos altos das festas da Ribeira Grande e o cortejo a cavalo, que parece inspirado nos torneios medievais, reúne cavaleiros, lanceiros, corneteiros e o rei que, trajados a rigor, fazem um percurso que, ao som de cornetas, se dirige para o centro da cidade, até à igreja de São Pedro. (texto retirado da pagela)

Filatelia 2024 Emissão Filatélica "Açores em Festa" - Sanjoaninas

 

Sanjoaninas

Angra do Heroísmo, ilha Terceira

 As festas em honra de São João remontam ao século XVI e terão tido a proteção do rei D. João II, quando este ordenou a devoção ao Santo, ditando que se realizassem festas populares em comemoração da vitória alcançada pelos cavaleiros da Ordem Militar dos Hospitalários de São João de Jerusalém sobre os turcos, em 1508. As Sanjoaninas constituem uma das maiores manifestações de cariz profano e religioso do nosso país. O seu cartaz, sempre com uma temática de fundo este ano, evocam-se os 50 anos do 25 de Abril de 1974 – alia a riqueza do folclore tradicional, como as marchas de São João, o desfile do séquito real, a sonoridade das suas bandas filarmónicas, a coroação do Espírito Santo, a variedade da gastronomia e, claro, as tradicionais touradas de praça. Realizam-se em junho e são um cartão de visita para os muitos turistas que procuram a ilha Terceira, para viver e partilhar os costumes e as tradições locais.

Filatelia 2024 Emissão Filatélica "Açores em Festa" - Maré de Agosto



Maré de Agosto Praia Formosa, Vila do Porto, Ilha de Santa Maria O festival teve a sua origem em 1984, quando um grupo de artistas açorianos resolveu promover um encontro de músicos na ilha de Santa Maria. Desde a ideia até à concretização foi um pequeno passo e a iniciativa agradou de tal forma que a decisão de continuar com o evento mereceu desde logo o consenso de todos os intervenientes. As primeiras edições realizaram-se em vários palcos espalhados pela ilha, mas com o sucesso do festival, em 1986, ano em que o Maré de Agosto também começou a receber artistas de outras paragens, estipulou-se um local definitivo. O festival passou então a realizar-se na baía da Praia Formosa, a escassos metros do mar, cenário considerado mágico, por muitos os que ali acorrem. (texto retirado da pagela da emissão)

domingo, 2 de junho de 2024

Filatelia 2024 - Emissão Filatélica Navios da Marinha Mercante Portuguesa (noticiário filatélico n.º 40/2024)

 



A Marinha Mercante é uma das atividades económicas de maior importância a nível mundial. Em Portugal, atingiu o apogeu no terceiro quartel do século XX quando, por mar, ainda se viajava e se transportava correio e mercadorias de forma significativa. Uma das memórias mais fortes desse período é a relacionada com os navios, de que se escolheram sete, notáveis à sua época, para esta emissão filatélica.

Os navios escolhidos resultam de uma pré-seleção efetuada pelos autores. Essa pré-seleção pretende ser representativa dos vários períodos relevantes da Marinha Mercante portuguesa nos últimos 100 anos.

Para isso, os autores promoveram um inquérito por via eletrónica dirigido à comunidade marítima em Portugal, do qual resultaram 263 respostas validadas. Em resultado deste inquérito escolheram-se sete navios de entre os mais representativos da frota de navios de comércio portugueses, dos últimos 100 anos. São eles: Paquete Serpa Pinto, Paquete Santa Maria, Paquete Príncipe Perfeito, Paquete Infante Dom Henrique, Graneleiro Cassinga, Petroleiro Nogueira e Navio de Cruzeiros World Explorers.

Dados Técnicos / Technical Data

Data Emissão / issue – 2024 / 05 /29

Selos / stamps

 2 x €0,65 – 2 x 70 000

€090 – 70 000

€1,00 – 70 000

2 x €1,20 – 2 x 70 000 

€1,30 – 70 000 

Design Colmeia

Design Créditos / credits Selos / stamps 

€0,65 Paquete Serpa Pinto: Coleção/collection Estúdio Mário Novais/FCG - Biblioteca de Arte e Arquivos; Fotografia/photo: Mário Novais. Pormenor/detail: Arquivo Municipal de Lisboa; Fotografia/photo: António Bivar.

€0,65 Paquete Santa Maria: Coleção/collection Estúdio Horácio Novais/FCG - Biblioteca de Arte e Arquivos; Fotografia/photo: Horácio Novais. Pormenor/detail: Coleção/collection Luís Miguel Correia.

€0,90 Paquete Príncipe Perfeito e pormenor/detail: Coleção/collection Luís Miguel Correia.

€1,00 Paquete Infante Dom Henrique: Coleção/collection Luís Miguel Correia. Pormenor/detail: Coleção/collection Estúdio Mário Novais/FCG - Biblioteca de Arte e Arquivos; Fotografia/photo: Mário Novais.

€1,20 Graneleiro Cassinga: Coleção/collection Luís Miguel Correia. Pormenor/detail: Magnus Bjermo/Alamy Stock Photo/ /Fotobanco.pt.

€1,20 Petroleiro Nogueira e pormenor/detail: Coleção/collection Luís Miguel Correia.

€1,30 Navio de cruzeiros World Explorer e pormenor/detail: Mystic Cruises.

Capa e verso da pagela / brochure cover and back 

Planos do graneleiro Cassinga. Coleção/collection Luís Miguel Correia. Interior do navio de cruzeiros World Explorer. Fotografia/photo: Mystic Cruises.

Sobrescrito de 1.º dia / FDC

Paquete Infante D. Henrique: Coleção/collection Luís Miguel Correia.

Tradução / translation 

Kennis Translations

Agradecimentos / acknowledgements 

Arquivo Municipal de Lisboa; Fundação Calouste Gulbenkian - Biblioteca de Arte e Arquivos; Mystic Cruises.

Papel / paper 110 g/m 2 

Formato / size Selos / stamps: 80 x 30,6 mm 

Picotagem / perforation 12 1 /4 x 12 e Cruz de Cristo / and Cross of Christ

Impressão / printing – offset Impressor / printer – Cartor

Folhas / sheets – Com 25 ex. / with 25 copies.









Paquete PRÍNCIPE PERFEITO 1961-1976 Companhia Nacional de Navegação, Lisboa 

O Príncipe Perfeito foi o maior dos 54 paquetes da Companhia Nacional de Navegação. Aquando da sua introdução, em 1961, foi apresentado como um «navio de linhas modernas, de proa oblíqua e popa de cruzador; mastro de linhas simples sobre a ponte de navegação e chaminé de desenho atraente e despretensioso». Assegurou as viagens regulares entre Lisboa e a África Portuguesa até junho de 1975, destacando-se igualmente, de 1962 a 1974, em inúmeros cruzeiros. Vendido ao estrangeiro em 1976, passou a servir para alojamento na Arábia e na Grécia, com diversos nomes e com as bandeiras do Panamá e da Grécia, até ser desmantelado na Índia, em 2001.





Petroleiro NOGUEIRA 1979-1986 Soponata — Sociedade Portuguesa de Navios Tanques, Lisboa O superpetroleiro Nogueira foi um dos maiores navios portugueses de sempre e o primeiro do seu tipo construído em Portugal (Setenave), embora segundo um projeto sueco. Entrou ao serviço em 1979, como a segunda de três unidades da classe «N» da Soponata — Neiva, Nogueira e Nisa. Provou ser um excelente navio, validando o prognóstico do estaleiro construtor em 1979 de que «navegaria como uma flor». Razões conjunturais levaram à sua venda em 1986, continuando a navegar ao serviço de grandes armadores internacionais até 2005. Confirmando a excelente qualidade de construção, o navio foi então adaptado para armazenamento flutuante de ramas de petróleo (FSO — Floating, Storage, Offloading) e, com o nome Fernan Vaz, prestou serviço na costa do Gabão até 2023, devendo ser reciclado em 2024.




Navio de cruzeiros WORLD EXPLORER 2019 - Mystic Cruises S.A., Porto

O navio de cruzeiros de exploração polar World Explorer é um dos novíssimos paquetes de luxo que assinalam o recente renascimento da frota portuguesa de navios de passageiros, por iniciativa do armador portuense Mário Ferreira. Construído em Portugal segundo os padrões técnicos e ambientais mais elevados, o World Explorer e os demais navios desta classe (World Voyager, Navigator, Traveller e Seeker) operam nos mercados internacionais mais exigentes, da Antártida ao Ártico, consolidando novas perspetivas para a Marinha Mercante portuguesa, aliando a perfeição técnica, a grande funcionalidade e a harmonia estética.






Paquete INFANTE DOM HENRIQUE 1961-1988 Companhia Colonial de Navegação, Lisboa

O Infante Dom Henrique foi um navio de passageiros de conceção muito avançada, com grande imponência exterior e estética ultramoderna. A disposição e decoração dos seus interiores privilegiaram a luz, a cor e a amplitude de espaços, de que resultou um paquete muito bonito. Tal como aconteceu com a Escola Náutica Infante D. Henrique, o nome do navio contribuiu para assinalar as Comemorações Henriquinas de 1960. Foi o maior paquete português do século xx e navegou de 1961 a 1976, principalmente na carreira de África. Depois de nove anos a servir de alojamento em Sines, foi recuperado e, com os nomes Vasco da Gama (1988 a 1995), Seawind Crown (1995 a 2003) e Barcelona (2003 a 2004), fez cruzeiros internacionais. Foi desmantelado na China, em 2004.






Paquete SANTA MARIA 1953-1973 Companhia Colonial de Navegação, Lisboa

 A história do Santa Maria ficará para sempre ligada ao seu assalto e consequente desvio, em 22 de janeiro de 1961. O assalto foi realizado por um grupo de opositores, portugueses e espanhóis, contrários aos regimes de Franco e de Salazar. O grupo português foi encabeçado por Henrique Galvão. Desse assalto resultou a morte do terceiro-piloto do navio, João do Nascimento Costa, e vários feridos entre a tripulação. Foi atribuído ao terceiro-piloto, a título póstumo, o grau de Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada.








Graneleiro CASSINGA 1971-1992 Companhia Nacional de Navegação, Lisboa

O Cassinga foi o primeiro grande navio de carga português especializado no transporte de minérios a granel. Aquando da sua construção na Polónia e aquisição, em 1971, destinou-se ao transporte de minério de ferro de Angola (Cassinga/Moçâmedes) para Lisboa. Foi utilizado também no transporte de cereais importados do continente americano, servindo a Companhia Nacional de Navegação até 1985, integrando depois a sucessora desta, a Portline, até 1992, com o nome João de Barros. Vendido ao estrangeiro, foi demolido na China, em 1994.





Paquete SERPA PINTO 1940-1955 Companhia Colonial de Navegação, Lisboa

Adquirido em 1940 à Jugoslávia, o paquete Serpa Pinto, antigo Princesa Olga (1935-1940) e Ebro (1915-1935), foi um navio de luxo, construído em Belfast, em 1915, para a famosa Mala Real Inglesa. Já com bandeira portuguesa, na Segunda Guerra Mundial prestou serviços relevantes com o transporte de milhares de refugiados de Lisboa para as Américas, fez duas viagens à África Oriental e transportou tropas para os Açores e para Cabo Verde. Finda a guerra, registou muito sucesso nas carreiras do Brasil, da Venezuela e em cruzeiros, tendo sido desmantelado na Bélgica, em 1955.