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terça-feira, 7 de abril de 2026

40 Anos de Portugal na União Europeia: A Excelência Técnica na Margem do Selo


Partilhamos hoje um conjunto de peças que ilustra a importância dos elementos periféricos na valorização da filatelia moderna. A emissão "Portugal na União Europeia - 40 Anos", lançada em 2026, celebra quatro décadas de integração europeia através de uma execução técnica rigorosa, aqui representada em exemplares que preservam a margem técnica inferior intacta.

O interesse desta análise foca-se na presença explícita do logótipo da Cartor e dos elementos de registo, que transformam o selo num documento vivo da arqueologia industrial contemporânea.

Considerações sobre a Produção e Margem Técnica:
  • A Identidade do Impressor (Cartor): A inclusão do logótipo da Cartor Security Printing na margem inferior é, por si só, um selo de garantia. A presença desta marca nestes exemplares documenta a colaboração estratégica entre os CTT e uma das gráficas de segurança mais prestigiadas do mundo, sublinhando a natureza internacional da produção filatélica atual.
  • Narrativa Visual e Impressão Offset: Estes selos (taxas N20g e E20g) utilizam a impressão offset de alta definição para contrastar o passado e o presente. À esquerda, a memória histórica da assinatura do Tratado no Mosteiro dos Jerónimos (1985); à direita, a modernidade da Praça Europa, sede de agências europeias em Lisboa. A saturação das cores e a nitidez das fotografias demonstram o domínio cromático da oficina impressora.
  • Elementos de Controlo e Simbolismo: A preservação da Cruz de Cristo no picotado técnico da margem esquerda, aliada à centralização do logótipo do impressor, é um detalhe altamente valorizado por colecionadores especializados. Estes elementos confirmam a posição da peça na folha original e garantem a integridade do objeto tal como saiu da prensa.
  • Raridade do Formato: Dada a forma como os selos são habitualmente processados para uso postal, os exemplares que conservam a margem técnica com a identificação da Cartor são significativamente mais raros. A sua conservação permite um estudo aprofundado sobre os padrões de acabamento e as normas de segurança da filatelia do século XXI.
Embora esta emissão tenha uma circulação alargada para responder às necessidades postais, os exemplares que ostentam a margem técnica completa e o logótipo do impressor perfeitamente enquadrado afirmam-se como peças de eleição. São testemunhos da simbiose entre a história política de Portugal e a perfeição tecnológica da indústria gráfica atual.

sábado, 4 de abril de 2026

A Margem Técnica como Documento: Observações sobre Dois Selos da Emissão “40 Anos de Portugal na União Europeia”


A análise das peças filatélicas contemporâneas tem vindo a evidenciar um crescente interesse por elementos paratextuais que, embora exteriores ao selo propriamente dito, desempenham um papel relevante na compreensão dos processos de produção e circulação postal. Os dois exemplares da emissão
“40 Anos de Portugal na União Europeia”, apresentados neste estudo, constituem um exemplo paradigmático dessa valorização ampliada do objeto filatélico.

Emitida pelos CTT, esta série celebra marcos institucionais associados à integração europeia, destacando, no plano iconográfico, a cerimónia de assinatura do Tratado de Adesão, no Mosteiro dos Jerónimos, e a Praça Europa, espaço que acolhe diversas estruturas administrativas ligadas à União Europeia em Lisboa. Contudo, a dimensão histórica e simbólica destas representações é aqui acompanhada por um elemento técnico cuja preservação tem vindo a adquirir crescente relevância no colecionismo especializado: a margem técnica inferior.

Ao contrário do que sucede no tratamento corrente das folhas de selos, em que estas margens são frequentemente descartadas, os exemplares em análise mantêm de forma integral e perfeitamente centrada os códigos de barras originais, registos diretamente associados ao processo de fabrico, gestão logística e comercialização do produto postal. O primeiro selo, correspondente ao valor N20g e dedicado ao momento da assinatura do Tratado de Adesão, conserva o código 5606345 186963. O segundo, com valor E20g e ilustrando a Praça Europa, preserva o código 5606345 186970.

A integridade e o alinhamento destes códigos de barras constituem um contributo material para o estudo da cadeia produtiva, permitindo documentar fases do processo industrial que, de outro modo, não seriam acessíveis ao investigador. Simultaneamente, a preservação destas margens reforça o valor filatélico das peças, sobretudo em abordagens orientadas para a análise técnico‑tipográfica, para o estudo da evolução dos mecanismos de autenticação e rastreabilidade, ou para a constituição de coleções temáticas relacionadas com métodos de impressão e controlo editorial.

Neste contexto, as peças apresentadas demonstram que a filatelia contemporânea não se limita à leitura estética ou histórica do selo, integrando também uma dimensão documental que se estende às suas zonas periféricas. A margem técnica — frequentemente encarada como mero resíduo gráfico — revela‑se, assim, um suporte adicional de conhecimento, contribuindo para uma compreensão mais abrangente do objeto filatélico enquanto produto cultural, industrial e administrativo.

sexta-feira, 3 de abril de 2026

Dinâmicas do Colecionismo: A Marca do Impressor e a Margem Técnica na emissão Emissão da Carta Constitucional de 1826


Partilhamos hoje um conjunto de peças que permite observar a importância dos elementos de margem na valorização do colecionismo contemporâneo. A emissão "200.º Aniversário da Carta Constitucional de 1826", lançada a 23 de fevereiro de 2026, destaca-se não apenas pela sua relevância histórica, mas também pela excelência da sua execução técnica, aqui apresentada em exemplares que preservam a margem técnica inferior.
O aspeto que motiva esta breve análise prende-se com a presença explícita do logótipo da Cartor e dos códigos de barras, elementos que oferecem um particular interesse do ponto de vista da arqueologia industrial filatélica.
Considerações sobre a Produção e Margem Técnica:
  • A Identidade do Impressor (Cartor): A inclusão do logótipo da Cartor Security Printing na margem inferior é um selo de garantia de qualidade. Sendo uma das gráficas de segurança mais prestigiadas do mundo, sediada em França, a sua marca nestes exemplares documenta a parceria técnica entre os CTT e a indústria de impressão de alta precisão.
  • Qualidade da Impressão Offset: A análise detalhada destes selos de €0,73 permite apreciar o rigor do processo de impressão offset. A reprodução das tonalidades sépia e os detalhes minuciosos das gravuras de D. Pedro IV e D. Maria II, aliados à textura do papel de 110g/m², demonstram o equilíbrio entre a estética clássica e a tecnologia moderna.
  • Elementos de Controlo e Rastreabilidade: Para além do logótipo, a preservação dos códigos de barras (EAN) e da Cruz de Cristo (picotado técnico na margem) é fundamental para colecionadores especializados. Estes elementos funcionam como identificadores de controlo de inventário e confirmam a posição do selo na folha original (canto de folha), uma característica que tende a desaparecer durante o processo de utilização postal comum.
  • Frequência de Ocorrência: Devido ao modo como os selos são habitualmente destacados nas estações de correio, as unidades que conservam a margem técnica íntegra com a marca do impressor são menos comuns. A sua preservação em álbuns de exposição permite um estudo mais completo das metodologias de impressão e acabamento do século XXI.

Embora a tiragem base de 40.000 exemplares assegure a disponibilidade desta emissão, os exemplares que ostentam o logótipo da Cartor e os códigos de barras de forma bem centrada constituem-se como peças de eleição para quem privilegia a integridade do formato original e a história técnica da filatelia contemporânea. 

Dinâmicas do Colecionismo: A Margem Técnica na Emissão da Carta Constitucional de 1826


Partilhamos hoje um conjunto de peças que permite observar as nuances do colecionismo contemporâneo e a valorização de elementos periféricos ao selo. A emissão "Carta Constitucional de 1826", lançada pelos CTT a 23 de fevereiro de 2026, presta o devido tributo a um dos documentos mais influentes da história política portuguesa. Contudo, para além da sua carga histórica e iconográfica — que destaca D. Pedro IV e D. Maria II —, os exemplares aqui apresentados oferecem um particular interesse do ponto de vista da técnica filatélica.

O aspeto que motiva esta breve análise prende-se com a preservação da margem técnica inferior, que conserva os códigos de barras originais de forma íntegra e bem centrada.

Considerações sobre os Elementos de Margem:
  • Identificadores de Controlo: Os códigos de barras (EAN), integrados nas margens inferiores da folha, funcionam como indicadores críticos de controlo e gestão de inventário. Como se depreende da análise das imagens, cada selo de €0,73 apresenta uma codificação distinta (...187281 e ...187298), refletindo o rigor do processo produtivo a cargo da Cartor Security Printing.
  • Frequência de Ocorrência: Devido aos métodos habituais de separação nas estações de correio e à utilização comum dos selos, a conservação destas margens técnicas não é a norma. Este detalhe, embora discreto, é altamente apreciado em coleções que privilegiam a integridade do formato original de impressão e a estética da "peça completa".
  • Contributo para o Estudo Filatélico: A manutenção destes elementos em álbuns de exposição permite documentar a proveniência e o percurso técnico da emissão. A presença da "Cruz de Cristo" (picotado técnico) entre o selo e o código de barras oferece um testemunho visual das metodologias de finalização da indústria filatélica do século XXI.
Embora a tiragem de 40.000 exemplares garanta uma presença estável no mercado, as unidades que preservam o bordo de folha com código de barras representam uma parcela reduzida da emissão circulante. Constituem-se, por isso, como exemplares de interesse acrescido para quem se dedica ao estudo das variantes técnicas e da história postal contemporânea.

A Emissão "D. Pedro IV" (2026): Breves Notas sobre a Relevância dos Elementos Marginais


Partilhamos hoje um conjunto de peças que permite observar algumas das dinâmicas do colecionismo contemporâneo. A emissão "D. Pedro IV", lançada pelos CTT a 23 de fevereiro de 2026, presta o devido tributo a uma figura central da história luso-brasileira. Contudo, para além da sua carga histórica, os exemplares aqui apresentados oferecem um particular interesse do ponto de vista da arqueologia industrial e técnica filatélica.

O aspeto que motiva esta breve análise prende-se com a preservação da margem técnica inferior, que conserva os códigos de barras originais de forma íntegra.

Considerações sobre os Elementos de Margem:
  • Identificadores de Controlo: Os códigos de barras (EAN), integrados nas margens da folha, funcionam como indicadores de controlo e gestão de inventário. Como se depreende da análise das imagens, cada taxa (N20g, A20g, E20g e I20g) apresenta uma codificação distinta, refletindo o rigor do processo produtivo a cargo da bpost Philately & Stamps Printing.
  • Frequência de Ocorrência: Devido aos métodos habituais de separação e utilização dos selos, a conservação destas margens técnicas de forma bem centrada não é a norma. Este detalhe, embora discreto, é apreciado em coleções que privilegiam a integridade do formato original de impressão.
  • Contributo para o Estudo Filatélico: A manutenção destes elementos em álbuns de exposição permite documentar a proveniência e o percurso técnico da emissão, oferecendo um testemunho mais completo das metodologias de impressão do século XXI.
Embora a tiragem base de 40.000 exemplares por taxa garanta uma presença estável no mercado, as unidades que preservam o canto de folha com código de barras representam uma parcela reduzida da emissão, constituindo-se como exemplares de interesse para quem se dedica ao estudo das variantes técnicas e da história postal contemporânea.

A Emissão D. Pedro IV e os Cantos de Folha "bpost"


Caros amigos e colecionadores,

Hoje trazemos ao blog uma peça que certamente despertará o interesse dos entusiastas de variedades e edições limitadas. Recentemente, os CTT lançaram a emissão filatélica "D. Pedro IV" (23 de fevereiro de 2026), uma série que homenageia a figura central da história de Portugal e do Brasil.
No entanto, o que torna os exemplares que partilhamos hoje verdadeiramente especiais não é apenas a temática, mas sim a sua origem técnica. As imagens mostram cantos de folha, um detalhe muito apreciado por permitir identificar o impressor e manter a integridade da margem da folha original.
O Detalhe que Faz a Diferença
Esta série foi impressa pela prestigiada bpost Philately & Stamps Printing. O ponto fulcral para o colecionador atento é que:
  • Logótipo do Impressor: Estes exemplares exibem o logótipo da bpost na margem (canto da folha).
  • Tiragem Ultra-Limitada: Apenas existem 800 exemplares impressos com este detalhe específico do logótipo do impressor, tornando estas peças itens de elevada raridade.
Recordamos que a emissão base é composta por quatro selos (N20g, A20g, E20g e I20g) com tiragens de 40.000 exemplares cada. 
Uma peça essencial para colecionadores focados em história postal, técnicas de impressão contemporâneas e raridades do século XXI.
Boas coleções!

quinta-feira, 2 de abril de 2026

O Logótipo da Cartor: Os Cantos de Folha na Emissão 'Lendas do Ciclismo' 2.º grupo


Esta emissão dos CTT, lançada a
28 de março de 2026, é uma homenagem de peso à história do ciclismo em Portugal, celebrando figuras lendárias como Bento Pessoa, Alves Barbosa, Joaquim Agostinho, Marco Chagas e Sérgio Paulinho.

Exclusividade Filatélica: O Logótipo do Impressor
O grande destaque técnico destas peças reside na sua proveniência da folha de impressão. Os exemplares apresentados são selos de canto de folha, uma característica valorizada pelos colecionadores.
  • Raridade por Folha: O logótipo da Cartor (a prestigiada empresa francesa responsável pela impressão de segurança) surge apenas na margem inferior destes selos específicos.
  • Peças Únicas: Dado que este selo é o "canto de folha", existe apenas um exemplar com estas características em cada folha impressa, tornando estas unidades particularmente escassas em comparação com os restantes selos da mesma série.
Esta particularidade transforma um selo de circulação comum numa peça de coleção distinta, documentando a origem técnica da emissão e o rigor da produção gráfica da Cartor.

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Filatelia - Emissão Inês de Castro 700 anos do nascimento (noticiário filatélico n.º 48/2025)

 

A emissão filatélica “Inês de Castro – 700 anos do nascimento” foi lançada em 11 de setembro de 2025, composta por 2 selos com valor facial de N20g e I20g e uma tiragem de 50.000 exemplares. Inclui também um bloco filatélico com um selo de 4,00 €, com uma produção limitada a 30.000 unidades. O design é da autoria de Filipe Soares, apresentando uma ilustração que evoca a figura histórica de Inês de Castro, símbolo de um dos episódios mais marcantes da história portuguesa.
A impressão foi realizada em offset. O formato do selo é 30,6 x 80 mm, enquanto o bloco mede 125 x 95 mm. Ambos apresentam dentado 12 x 12¼.. A imagem do selo destaca elementos associados à lenda e ao contexto histórico, incluindo referências à corte medieval e à tragédia que imortalizou Inês.











sexta-feira, 27 de junho de 2025

Filatelia - Emissão Portugal na EXPO 2025 Osaka

Portugal na EXPO 2025 Osaka

Os CTT lançaram selos comemorativos da participação de Portugal na Expo 2025 Osaka, Japão, sob o tema «Oceano, Diálogo Azul». Portugal junta-se a 161 países, destacando-se na promoção da economia azul e sustentabilidade. O pavilhão português, projetado por Kengo Kuma, utiliza cabos marítimos reciclados e segue princípios de economia circular. A ilustradora Catarina Glam contribuiu com arte inspirada no mar e no cinema de animação japonês. A Expo 2025, com previsão de 28,2 milhões de visitantes, oferece a Portugal uma plataforma para aumentar sua visibilidade internacional. A emissão filatélica inclui dois selos, cada um com uma tiragem de 50 mil exemplares.

Linha Superior com  Título de emissão e linha inferior com logotipo de impressor e código de barras

Envelope C6

quinta-feira, 26 de junho de 2025

Filatelia Emissão Comemorativa: 900 Anos do Foral de Ponte de Lima (1125–2025)

900 Anos do Foral de Ponte de Lima (1125–2025)
Pagela

FDC Lisboa

No dia 4 de abril de 2025, foi oficialmente colocada em circulação uma emissão filatélica especial que assinala os 900 anos do Foral de Ponte de Lima, o mais antigo foral outorgado em território português por D. Teresa, mãe de D. Afonso Henriques. Esta emissão celebra não apenas a longevidade histórica da vila, mas também a sua relevância cultural, patrimonial e identitária no contexto nacional.

A peça filatélica destaca-se pelo seu design evocativo, que conjuga elementos medievais com traços contemporâneos, refletindo a dualidade de Ponte de Lima: uma vila que honra o seu passado sem deixar de olhar para o futuro. A imagem da ponte romana e medieval sobre o rio Lima, símbolo incontornável da vila, surge em destaque, ladeada por elementos gráficos que remetem ao foral e à heráldica da época.

A emissão é acompanhada de um folheto informativo bilíngue (português e inglês), que contextualiza a importância histórica do foral de 1125. Este documento conferiu a Ponte de Lima direitos e privilégios que impulsionaram o seu desenvolvimento económico e social, tornando-a um ponto estratégico no norte do país ao longo dos séculos.

Composição da Emissão

2 selos:

  • Um retrata a ponte gótica de Ponte de Lima.
  • Outro representa a igreja matriz da vila.

1 bloco filatélico:

Apresenta o pergaminho do Foral e a estátua da rainha D. Teresa, que concedeu o foral em 1125.

Características Técnicas

Tiragem:

  • Selos: tiragem limitada (50 000 exemplares / cada).
  • Bloco filatélico: 20.000 exemplares.
  • Data de emissão: 04 de abril de 2025
  • Locais de obliteração especial: Lisboa (Restauradores e Chiado), Porto, Funchal, Ponta Delgada e Ponte de Lima 3.

Design e Temática

  • A emissão destaca elementos históricos e simbólicos da vila:
  • A ponte sobre o rio Lima, símbolo da ligação entre passado e presente.
  • A igreja matriz, representando a espiritualidade e a tradição.
  • O pergaminho do foral, como documento fundador.
  • A estátua de D. Teresa, homenageando a figura régia que marcou o início da história oficial da vila.





Envelope C6


Sobrescrito C5




sexta-feira, 13 de junho de 2025

Camélias do parque Terra Nostra nos Açores são tema de emissão filatélica dos CTT

Camélias do parque Terra Nostra nos Açores

Os CTT – Correios de Portugal lançam a partir desta sexta-feira, dia 04 de abril, uma coleção de selos dedicada às Camélias do Parque Terra Nostra, nos Açores. Esta emissão filatélica celebra as camélias como um elo entre o legado do passado e um futuro de inovação e dedicação à jardinagem. Representa o interesse na aclimatação de espécies raras e a promoção da biodiversidade. Para além da sua beleza ornamental, as camélias são fonte de alimento para polinizadores, contribuindo para o equilíbrio dos ecossistemas e reforçando a harmonia entre o homem e a natureza.

De acordo com a pagela desta emissão, o percurso histórico das camélias é impressionante, desde o seu cultivo original na Ásia até à sua introdução na Europa no século XVIII, onde rapidamente se tornaram plantas de prestígio. Portugal tem uma ligação especial às camélias, sendo um dos primeiros países europeus a recebê-las, devido às relações comerciais com o Oriente, e também um dos seus maiores promotores no espaço europeu.

Nos Açores, as primeiras cameleiras ornamentais terão chegado na primeira metade do século XIX, trazendo consigo um encanto que ainda hoje floresce no arquipélago. Este património natural, presente em parques, quintas e pequenos jardins públicos e privados, não é apenas um símbolo de beleza, mas também um testemunho vivo da história e das emoções dos açorianos. Para muitos, as camélias evocam memórias de infância, de reuniões familiares, de lares e espaços comuns, onde eram elemento decorativo obrigatório, eternizando afetos e nostalgia numa beleza que transcende gerações.

Uma parte significativa deste património botânico encontra-se preservada no Parque Terra Nostra, com origem no século XVIII, onde ainda é possível admirar cameleiras centenárias, cujos troncos lisos e imponentes as tornam únicas. Estes exemplares representam um património genético de inestimável valor, uma herança viva que nos conta histórias do passado e nos desafia a preservar este legado para as gerações vindouras.

A emissão é composta por três selos e por um bloco filatélico e as obliterações de primeiro dia podem ser feitas nas Lojas CTT dos Restauradores e Chiado, em Lisboa, Palácio dos Correios, no Porto, Zarco, no Funchal, Antero de Quental, em Ponta Delgada, e na Povoação.

FDC Lisboa

Canto de folha com código de barras




Sobrescrito C6


Envelope C5