domingo, 2 de junho de 2024

Filatelia 2024 - Emissão Filatélica Navios da Marinha Mercante Portuguesa (noticiário filatélico n.º 40/2024)

 



A Marinha Mercante é uma das atividades económicas de maior importância a nível mundial. Em Portugal, atingiu o apogeu no terceiro quartel do século XX quando, por mar, ainda se viajava e se transportava correio e mercadorias de forma significativa. Uma das memórias mais fortes desse período é a relacionada com os navios, de que se escolheram sete, notáveis à sua época, para esta emissão filatélica.

Os navios escolhidos resultam de uma pré-seleção efetuada pelos autores. Essa pré-seleção pretende ser representativa dos vários períodos relevantes da Marinha Mercante portuguesa nos últimos 100 anos.

Para isso, os autores promoveram um inquérito por via eletrónica dirigido à comunidade marítima em Portugal, do qual resultaram 263 respostas validadas. Em resultado deste inquérito escolheram-se sete navios de entre os mais representativos da frota de navios de comércio portugueses, dos últimos 100 anos. São eles: Paquete Serpa Pinto, Paquete Santa Maria, Paquete Príncipe Perfeito, Paquete Infante Dom Henrique, Graneleiro Cassinga, Petroleiro Nogueira e Navio de Cruzeiros World Explorers.

Dados Técnicos / Technical Data

Data Emissão / issue – 2024 / 05 /29

Selos / stamps

 2 x €0,65 – 2 x 70 000

€090 – 70 000

€1,00 – 70 000

2 x €1,20 – 2 x 70 000 

€1,30 – 70 000 

Design Colmeia

Design Créditos / credits Selos / stamps 

€0,65 Paquete Serpa Pinto: Coleção/collection Estúdio Mário Novais/FCG - Biblioteca de Arte e Arquivos; Fotografia/photo: Mário Novais. Pormenor/detail: Arquivo Municipal de Lisboa; Fotografia/photo: António Bivar.

€0,65 Paquete Santa Maria: Coleção/collection Estúdio Horácio Novais/FCG - Biblioteca de Arte e Arquivos; Fotografia/photo: Horácio Novais. Pormenor/detail: Coleção/collection Luís Miguel Correia.

€0,90 Paquete Príncipe Perfeito e pormenor/detail: Coleção/collection Luís Miguel Correia.

€1,00 Paquete Infante Dom Henrique: Coleção/collection Luís Miguel Correia. Pormenor/detail: Coleção/collection Estúdio Mário Novais/FCG - Biblioteca de Arte e Arquivos; Fotografia/photo: Mário Novais.

€1,20 Graneleiro Cassinga: Coleção/collection Luís Miguel Correia. Pormenor/detail: Magnus Bjermo/Alamy Stock Photo/ /Fotobanco.pt.

€1,20 Petroleiro Nogueira e pormenor/detail: Coleção/collection Luís Miguel Correia.

€1,30 Navio de cruzeiros World Explorer e pormenor/detail: Mystic Cruises.

Capa e verso da pagela / brochure cover and back 

Planos do graneleiro Cassinga. Coleção/collection Luís Miguel Correia. Interior do navio de cruzeiros World Explorer. Fotografia/photo: Mystic Cruises.

Sobrescrito de 1.º dia / FDC

Paquete Infante D. Henrique: Coleção/collection Luís Miguel Correia.

Tradução / translation 

Kennis Translations

Agradecimentos / acknowledgements 

Arquivo Municipal de Lisboa; Fundação Calouste Gulbenkian - Biblioteca de Arte e Arquivos; Mystic Cruises.

Papel / paper 110 g/m 2 

Formato / size Selos / stamps: 80 x 30,6 mm 

Picotagem / perforation 12 1 /4 x 12 e Cruz de Cristo / and Cross of Christ

Impressão / printing – offset Impressor / printer – Cartor

Folhas / sheets – Com 25 ex. / with 25 copies.









Paquete PRÍNCIPE PERFEITO 1961-1976 Companhia Nacional de Navegação, Lisboa 

O Príncipe Perfeito foi o maior dos 54 paquetes da Companhia Nacional de Navegação. Aquando da sua introdução, em 1961, foi apresentado como um «navio de linhas modernas, de proa oblíqua e popa de cruzador; mastro de linhas simples sobre a ponte de navegação e chaminé de desenho atraente e despretensioso». Assegurou as viagens regulares entre Lisboa e a África Portuguesa até junho de 1975, destacando-se igualmente, de 1962 a 1974, em inúmeros cruzeiros. Vendido ao estrangeiro em 1976, passou a servir para alojamento na Arábia e na Grécia, com diversos nomes e com as bandeiras do Panamá e da Grécia, até ser desmantelado na Índia, em 2001.





Petroleiro NOGUEIRA 1979-1986 Soponata — Sociedade Portuguesa de Navios Tanques, Lisboa O superpetroleiro Nogueira foi um dos maiores navios portugueses de sempre e o primeiro do seu tipo construído em Portugal (Setenave), embora segundo um projeto sueco. Entrou ao serviço em 1979, como a segunda de três unidades da classe «N» da Soponata — Neiva, Nogueira e Nisa. Provou ser um excelente navio, validando o prognóstico do estaleiro construtor em 1979 de que «navegaria como uma flor». Razões conjunturais levaram à sua venda em 1986, continuando a navegar ao serviço de grandes armadores internacionais até 2005. Confirmando a excelente qualidade de construção, o navio foi então adaptado para armazenamento flutuante de ramas de petróleo (FSO — Floating, Storage, Offloading) e, com o nome Fernan Vaz, prestou serviço na costa do Gabão até 2023, devendo ser reciclado em 2024.




Navio de cruzeiros WORLD EXPLORER 2019 - Mystic Cruises S.A., Porto

O navio de cruzeiros de exploração polar World Explorer é um dos novíssimos paquetes de luxo que assinalam o recente renascimento da frota portuguesa de navios de passageiros, por iniciativa do armador portuense Mário Ferreira. Construído em Portugal segundo os padrões técnicos e ambientais mais elevados, o World Explorer e os demais navios desta classe (World Voyager, Navigator, Traveller e Seeker) operam nos mercados internacionais mais exigentes, da Antártida ao Ártico, consolidando novas perspetivas para a Marinha Mercante portuguesa, aliando a perfeição técnica, a grande funcionalidade e a harmonia estética.






Paquete INFANTE DOM HENRIQUE 1961-1988 Companhia Colonial de Navegação, Lisboa

O Infante Dom Henrique foi um navio de passageiros de conceção muito avançada, com grande imponência exterior e estética ultramoderna. A disposição e decoração dos seus interiores privilegiaram a luz, a cor e a amplitude de espaços, de que resultou um paquete muito bonito. Tal como aconteceu com a Escola Náutica Infante D. Henrique, o nome do navio contribuiu para assinalar as Comemorações Henriquinas de 1960. Foi o maior paquete português do século xx e navegou de 1961 a 1976, principalmente na carreira de África. Depois de nove anos a servir de alojamento em Sines, foi recuperado e, com os nomes Vasco da Gama (1988 a 1995), Seawind Crown (1995 a 2003) e Barcelona (2003 a 2004), fez cruzeiros internacionais. Foi desmantelado na China, em 2004.






Paquete SANTA MARIA 1953-1973 Companhia Colonial de Navegação, Lisboa

 A história do Santa Maria ficará para sempre ligada ao seu assalto e consequente desvio, em 22 de janeiro de 1961. O assalto foi realizado por um grupo de opositores, portugueses e espanhóis, contrários aos regimes de Franco e de Salazar. O grupo português foi encabeçado por Henrique Galvão. Desse assalto resultou a morte do terceiro-piloto do navio, João do Nascimento Costa, e vários feridos entre a tripulação. Foi atribuído ao terceiro-piloto, a título póstumo, o grau de Cavaleiro da Ordem da Torre e Espada.








Graneleiro CASSINGA 1971-1992 Companhia Nacional de Navegação, Lisboa

O Cassinga foi o primeiro grande navio de carga português especializado no transporte de minérios a granel. Aquando da sua construção na Polónia e aquisição, em 1971, destinou-se ao transporte de minério de ferro de Angola (Cassinga/Moçâmedes) para Lisboa. Foi utilizado também no transporte de cereais importados do continente americano, servindo a Companhia Nacional de Navegação até 1985, integrando depois a sucessora desta, a Portline, até 1992, com o nome João de Barros. Vendido ao estrangeiro, foi demolido na China, em 1994.





Paquete SERPA PINTO 1940-1955 Companhia Colonial de Navegação, Lisboa

Adquirido em 1940 à Jugoslávia, o paquete Serpa Pinto, antigo Princesa Olga (1935-1940) e Ebro (1915-1935), foi um navio de luxo, construído em Belfast, em 1915, para a famosa Mala Real Inglesa. Já com bandeira portuguesa, na Segunda Guerra Mundial prestou serviços relevantes com o transporte de milhares de refugiados de Lisboa para as Américas, fez duas viagens à África Oriental e transportou tropas para os Açores e para Cabo Verde. Finda a guerra, registou muito sucesso nas carreiras do Brasil, da Venezuela e em cruzeiros, tendo sido desmantelado na Bélgica, em 1955.









sexta-feira, 10 de maio de 2024

Filatelia 2024 - Emissão filatélica Europa 2024 Fauna e Flora Subaquática (noticiário filatélico n.º 27/2024)

 


Os CTT – Correios de Portugal lançam esta quinta-feira, dia 09 de maio, uma emissão filatélica sob o tema ‘Fauna e Flora – Europa’. A emissão, que será impressa em papel oriundo de florestas sustentáveis, certificado com o símbolo FSC (Forrest Stewardship Council), é composta por três selos, com uma tiragem de 70 mil exemplares e ainda por três blocos filatélicos.

A medusa-do-Tejo (Catostylus tagi), ou alforreca, é endémica da costa portuguesa, avistada com maior frequência nas imediações de grandes estuários, como os do rio Tejo e Sado.



A anémona-branca (Actinothoe sphyrodeta) é muito comum nas águas continentais portuguesas. Apesar de poder ser observada isoladamente, na maioria dos casos ocorre em vastas colónias, sendo muitas vezes avistada em conjunto com outras espécies de anémonas de pequenas dimensões, formando vastos tapetes de cnidários.


A água-viva (Pelagia noctiluca) é uma medusa comum nas águas portuguesas, que existe em grande quantidade nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.



A anémona-gigante (Telmatactis cricoides) é a maior anémona que podemos encontrar nas águas nacionais, ocorrendo principalmente no arquipélago da Madeira. Esta espécie apresenta grandes variações cromáticas, tendo sido já descritos vinte cinco padrões de cor, três deles únicos no arquipélago. Com os tentáculos abertos, pode atingir os vinte centímetros de diâmetro.


A caravela-portuguesa (Physalia physalis) é um animal gelatinoso que passa toda a sua vida à superfície no mar alto, fazendo parte do mega plâncton. Este cnidário é constituído por quatro indivíduos distintos: um conjunto de pólipos tem a função reprodutora (gonozooides); outro conjunto tem a capacidade de digerir as presas (gastrozooides); outro ainda, constituído pelos tentáculos, tem a tarefa de capturar presas (domonoctozooides) e, por fim, o quarto conjunto (saco de gás) que permite a este conjunto flutuar à superfície do mar.


O ouriço-do-mar (Sphaerechinus granularis), com grande distribuição pelo oceano Atlântico e o mar Mediterrâneo, é bastante comum em todas as águas nacionais. Apresenta várias colorações, entre verde, violeta, branco e castanho, e pode ser observado em diversos substratos marinhos, tais como rocha e areia ou algas.




















Dados Técnicos / Technical 

Data Emissão / issue 2024 / 05 / 09 

Selos / stamps 3 x €1,20 - 3 x 70 000 

Blocos / souvenir sheets Com 1 selo / with 1 stamp 3 x €3,00 – 3 x 20 000 

Design MAD Activities 

Créditos fotográficos / credits © Luís Quinta 

Tradução / translation Kennis Translations 

Agradecimentos / acknowledgements Luís Quinta 

Papel / paper - 165 g/m2 Papel feito de material reciclado / Paper made from recycled material 

Formato / size Selos / stamps: 30,6 x 40 mm Blocos / souvenir sheets: 125 x 95 mm

Picotagem / perforation 12 x 12 ¼ e Cruz de Cristo / and Cross of Christ 

Impressão / printing - offset 

Impressor / printer - Cartor Folhas / sheets - Com 10 ex. / with 10 copies 

Bilhetes-postais / postcards 3 x €0,45 Papel 100% reciclado / 100% recycled paper 

Sobrescritos de 1.º dia / FDC C5 / C6 







quarta-feira, 1 de maio de 2024

Conhecer Portugal com a Maximafilia


Emissão Euromed 2022 - Vilas Antigas do Mediterrâneo




A emissão é composta por dois selos com valores faciais de 0,57€ e 1,05€, com uma tiragem de 75 000 exemplares cada e ilustração de Luís Taklim.

Um dos selos contém as imagens de uma tigela com decoração epigráfica em corda seca total, do século XII, e uma Estela da Abóbada em xisto grauváquico; o outro retrata o Krater-de-sino de estilo ático de figuras vermelhas e o Vaso de Tavira.

“Desde a Idade do Bronze, as relações do Ocidente com o Mediterrâneo são intensas e têm efeitos muito profundos na organização das sociedades. Um dos mais antigos e importantes testemunhos dessas relações e dos seus efeitos é a adoção da escrita na I.ª Idade do Ferro do Sudoeste da Península Ibérica, a partir do século VII a.C. Essa adoção acontece no contexto de um fenómeno geral de urbanização daquelas comunidades, de onde nasceram as vilas e cidades desta parte do Mundo”, lê-se na pagela desta emissão.

As obliterações do primeiro dia podem ser feitas nas seguintes Lojas CTT: Restauradores, em Lisboa, Palácio dos Correios, no Porto, Zarco, no Funchal, e Antero de Quental, em Ponta Delgada.



Emissão Filatélica Os Caretos de Podence (noticiário filatélico n.º 5/2024)

 

Postais Máximos


Os Caretos de Podence são a manifestação de uma tradição ancestral da aldeia de Podence, Macedo de Cavaleiros, em Trás-os-Montes. Estamos perante uma tradição que mistura elementos profanos, mágicos e religiosos, cujas origens remontam a tempos imemoriais. A atuação e a personalidade dos Caretos são algo extraordinário e mágico, pois estes assumem uma natureza diabólica e misteriosa adotando uma dupla personalidade. Os Caretos são homens mascarados que durante o Entrudo usam máscaras rudimentares feitas de couro ou lata, e fatos coloridos executados em lã. As cores dos trajes e das máscaras, vermelho, preto, amarelo e verde, contrastam com a escuridão do inverno, e a sua presença é anunciada pelo som dos chocalhos que usam à cintura. É um ritual que se caracteriza pelo comportamento específico dos seus protagonistas mascarados, os «caretos». Nas suas «sortidas à rua» (em regra, nos três dias de Carnaval), os caretos percorrem a aldeia tendo como principal missão «chocalhar» as mulheres.

Dados Técnicos / Technical Data Emissão / issue: 2024 / 02 / 13
Selos / stamps: 3 x N20g - 3 x 70 000
Bloco / souvenir sheet: Com 1 selo / with 1 stamp €3,00 – 20 000
Design: MAD Activities
Créditos / credits 
  Emissão / issue Fotos / photos: Associação do Grupo de Caretos de Podence 
  Pagela / brochure Fotos / photos: Associação do Grupo de Caretos de Podence 
  Tradução / translation Kennis Translations 
  Agradecimentos / acknowledgements Associação do Grupo de Caretos de Podence Presidente da Casa
 do Careto, António Carneiro 
Papel / paper - 110 g/m2
Formato / size 
Selos / stamps: 40 x 30,6 mm
Bloco / souvenir sheet: 125 x 95 mm 
Picotagem / perforation 12 ¼ x 12 e Cruz de Cristo / and Cross of Christ
Impressão / printing - offset Impressor / printer - bpost Philately & Stamps Printing
Folhas / sheets - Com 50 ex. / with 50 copies
Sobrescritos de 1.º dia / FDC C5 - C6 - 
Pagela / brochure 
Obliterações do 1.º dia em First-day Cancellations 
Loja CTT Restauradores Praça dos Restauradores, n.º 58 1250-998 LISBOA 


Loja CTT Palácio dos Correios Praça da Trindade, n.º 32 4000-999 PORTO


Loja CTT Zarco Av. Zarco, n.º 9 9000-999 FUNCHAL 


Loja CTT Antero de Quental Rua Agostinho Pacheco, n.º 16 9500-998 PONTA DELGADA


Loja CTT Macedo de Cavaleiros Rua Jardim 1.º de Maio 5340-999 MACEDO DE CAVALEIROS.



Duplicados de coleção em DelcampeSPedro

Triplo horizontal da linha superior do selo de taxa N20g

Linha superior com título de emissão

Triplo horizontal da linha superior do selo de taxa N20g

Canto de folha com código de barras

Canto de folha com logotipo de impressor


Pagela Anunciadora de Emissão

quinta-feira, 25 de abril de 2024

Portugal em Selos 2023 - Colecionar é Descobrir - Collecting is Discovering

 


Portugal em selos 2022 - Traços de União - Connecting Links

 


PORTUGAL EM SELOS • IN STAMPS - Rosto da Europa The Face of Europe

 

Do poema de abertura da Mensagem de Fernando Pessoa – obra de 1934 que representa a «verdadeira imagem de Portugal, com a carne da História sublimada na auréola do mito», no dizer de David Mourão-Ferreira em nota à sétima edição –, citam-se na página anterior os primeiros e últimos versos. Neste tão conhecido poema, a geografia de Portugal surge reconfigurada como «rosto» da Europa aberto ao mar, imagem já proposta por Luís de Camões em Os Lusíadas (III, 20) e depois graficamente visualizada por Almada Negreiros, em 1943. Tal alegoria voltou a fazer sentido em 2021, aquando da Presidência Portuguesa do Conselho da União Europeia que, num quadro cultural de tradição e modernidade, também foi comemorada por uma especial emissão filatélica. A partir da imagem do «rosto» da Europa, o presente livro procedeu a uma releitura das emissões filatélicas de 2021 adiante reunidas, repartiu-as por quatro capítulos – «Olhar o Futuro», «Olhar o Passado, «Voz da Terra», «Visão Global» – e, para iluminar cada uma delas, importou mais versos da Mensagem. Cumpre-se, mais uma vez, o rumo traçado pelos Correios de Portugal que, logo em 1983, colocaram a coleção Portugal em Selos «sob o signo da cultura». Por exemplo, a prosa queiroziana (2018), a crónica medieval (2019), a música renascentista (2020) e, agora, a poesia pessoana (2021), foram ultimamente eleitas como eixos estruturantes. Assim, os selos de cada ano, miniaturais e silenciosos guardadores de memórias, ganham espaço e luz, voz e vida, convertendo estes livros bilingues em insólitos guias de viagem à descoberta de Portugal. E talvez até venham a desafiar a curiosidade do leitor pela cultura portuguesa.