A caravela de dois mastros, equipada com o inovador pano latino (triangular), foi o instrumento decisivo da expansão portuguesa no século XV. Esta configuração era a preferida para a exploração da costa africana e o reconhecimento inicial dos arquipélagos atlânticos devido à sua agilidade superior. Mais leve e maneável do que as barcas precedentes, permitia "bolinar" — navegar contra a direção do vento —, uma capacidade vital para o regresso ao continente.
A estrutura simplificada de dois mastros exigia uma tripulação reduzida, cerca de 20 homens, o que otimizava os mantimentos para viagens longas. Além disso, o seu baixo calado permitia a aproximação segura a zonas costeiras desconhecidas e a exploração de estuários e rios, onde navios maiores encalhariam facilmente.


Sem comentários:
Enviar um comentário