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segunda-feira, 2 de março de 2026

História Postal Portuguesa: O Jornal de Rio Maior que Chegou a Lisboa em 1933

 


1. Identificação da peça Jornal de Rio Maior (o jornal como suporte para circulação postal)

A peça consiste na frente do jornal “Jornal de Rio Maior”, datado de 1 de maio de 1933, enviado como objeto postal, com:

  • Selo de 4 centavos da emissão comemorativa “Os Lusíadas”, 1933 (D. João de Castro / Nau Portuguesa, conforme o valor facial).
  • carimbo RIO MAIOR (Rio Maior), datado de 1933, claramente aplicado em contexto de circulação postal.
  • Endereço manuscrito e sinais de circulação autênticos.

Trata‑se de um impresso/jornal circulado, enquadrado nas peças de História Postal, mais especificamente em:
“Correspondência sob a forma de impressos – jornais expedidos como objeto postal”.


🏛️ 2. Avaliação segundo as Normas FIP

️ 2.1. Autenticidade

A peça apresenta:

  • Selo correto da época (1933)
  • Carimbo genuíno de Rio Maior
  • Suporte original datado
  • Escrita manual autêntica
  • Aplicação do selo diretamente sobre o jornal (prática habitual)

Totalmente conforme FIP quanto à autenticidade.


️ 2.2. Adequação Filatélica (Pertinência Postal)

Sob avaliação FIP, este ponto analisa:

  • conformidade da tarifa
  • adequação da categoria de correio
  • compatibilidade entre tipo de envio e suporte.

Na época, tarifas reduzidas aplicavam‑se a jornais e impressos.
O valor de 4 centavos enquadra-se em tarifas baixas de envio local/regional de impressos durante o início da década de 1930.

Adequação postal correta e conforme à regulamentação da época.


️ 2.3. Relação temática (caso aplicável)

Embora esta peça se enquadre prioritariamente em História Postal, pode apresentar interesse em coleções temáticas se bem contextualizada.

No entanto:

  • não existe relação temática direta entre o tema do selo (Os Lusíadas) e o conteúdo do jornal (Jornal de Rio Maior).
  • Na ótica da Maximafilia, isto seria não conforme, mas aqui não se trata de uma peça maximafilista.

️ Para História Postal: perfeitamente válida.
️ Para Maximafilia: não aplicável.


️ 2.4. Interesse Postal e Valor Documental

A FIP valoriza fortemente:

  • impressos/postais enviados como jornais, devido à fraca taxa de sobrevivência.
  • peças datadas antes da II Guerra Mundial.
  • documentos que evidenciem práticas postais regionais.

Esta peça:

  • é de 1933, período de circulação menos frequente de jornais preservados;
  • contém o cabeçalho completo do jornal, o que fortalece o valor histórico;
  • documenta uma prática postal (envio de jornais) que raramente se conserva intacta;
  • tem texto manuscrito e destino claramente legível.

Peça de elevado interesse para História Postal portuguesa.


️ 2.5. Condição e Conservação

Segundo a FIP:

  • papel de jornal é naturalmente frágil;
  • perdas ou envelhecimento são toleráveis;
  • o importante é a legibilidade do carimbo, integridade do selo e manutenção da informação essencial.

Nesta peça:

  • carimbo é legível
  • selo está íntegro
  • a dobra central não desvaloriza significativamente

Conservação aceitável e típica para papel jornal com 90+ anos.


️ 2.6. Raridade

Peças semelhantes são pouco frequentes porque:

  • jornais eram descartáveis;
  • poucas frentes de jornal circularam como correspondência;
  • ainda menos sobreviveram preservadas com selo e carimbo inteiros.

Raridade moderada-alta, especialmente para coleções regionais (Rio Maior), História Postal ou estudos de tarifas de impressos.


⭐ 3. Conclusão

A peça cumpre amplamente os critérios FIP aplicáveis à História Postal:

️ Autenticidade

️ Uso postal genuíno

️ Tarifa e modalidade correta (impresso/jornal)