1. Identificação da peça
Jornal de Rio Maior (o jornal como suporte para circulação postal)
A peça
consiste na frente do jornal “Jornal de Rio Maior”, datado de 1 de
maio de 1933, enviado como objeto postal, com:
- Selo de 4 centavos da emissão comemorativa “Os
Lusíadas”, 1933 (D. João de Castro / Nau Portuguesa, conforme o valor
facial).
- carimbo RIO MAIOR (Rio
Maior), datado de 1933, claramente aplicado em contexto de circulação
postal.
- Endereço manuscrito e sinais de
circulação autênticos.
Trata‑se de
um impresso/jornal circulado, enquadrado nas peças de História Postal,
mais especificamente em:
➡️ “Correspondência sob a forma de impressos –
jornais expedidos como objeto postal”.
🏛️ 2. Avaliação
✔️ 2.1.
Autenticidade
A peça
apresenta:
- Selo correto da época (1933)
- Carimbo genuíno de Rio Maior
- Suporte original datado
- Escrita manual autêntica
- Aplicação do selo diretamente
sobre o jornal (prática habitual)
➡️ Totalmente conforme FIP quanto
à autenticidade.
✔️ 2.2.
Adequação Filatélica (Pertinência Postal)
Sob
avaliação FIP, este ponto analisa:
- conformidade da tarifa
- adequação da categoria de
correio
- compatibilidade entre tipo de
envio e suporte.
Na época,
tarifas reduzidas aplicavam‑se a jornais e impressos.
O valor de 4 centavos enquadra-se em tarifas baixas de envio
local/regional de impressos durante o início da década de 1930.
➡️ Adequação postal correta e
conforme à regulamentação da época.
✔️ 2.3. Relação temática
Embora esta
peça se enquadre prioritariamente em História Postal, pode apresentar
interesse em outras coleções se bem contextualizada.
- Coleções de hemerofilia.
- Coleção de Memória Social.
- O destinatário deste exemplar do Jornal de Rio Maior, datado de 1 de maio de 1933, era José Marques d'Almeida, residente na Rua Bernardim Ribeiro, n.º 15, 2.º Direito, em Lisboa. Embora não se trate de uma figura histórica de renome imediato, a morada numa zona nobre da capital e o apelido sugerem um perfil de classe média-alta, possivelmente um profissional liberal. O facto de receber este periódico em Lisboa indica que seria um "filho da terra" ou alguém com fortes ligações económicas à região de Rio Maior, mantendo-se informado sobre a sua localidade de origem através desta assinatura postal.
✔️ 2.4.
Interesse Postal e Valor Documental
- impressos/postais enviados como
jornais, devido à fraca taxa de sobrevivência.
- peças datadas antes da II
Guerra Mundial.
- documentos que evidenciem
práticas postais regionais.
Esta peça:
- é de 1933, período de
circulação menos frequente de jornais preservados;
- contém o cabeçalho completo do
jornal, o que fortalece o valor histórico;
- documenta uma prática postal
(envio de jornais) que raramente se conserva intacta;
- tem texto manuscrito e destino
claramente legível.
➡️ Peça de elevado interesse para
História Postal portuguesa.
✔️ 2.5. Condição e Conservação
- papel de jornal é naturalmente
frágil;
- perdas ou envelhecimento são
toleráveis;
- o importante é a legibilidade
do carimbo, integridade do selo e manutenção da informação
essencial.
Nesta peça:
- carimbo é legível
- selo está íntegro
- a dobra central não desvaloriza
significativamente
➡️ Conservação aceitável e típica
para papel jornal com 90+ anos.
✔️ 2.6.
Raridade
Peças
semelhantes são pouco frequentes porque:
- jornais eram descartáveis;
- poucas frentes de jornal
circularam como correspondência;
- ainda menos sobreviveram
preservadas com selo e carimbo inteiros.
➡️ Raridade moderada-alta,
especialmente para coleções regionais (Rio Maior), História Postal ou estudos
de tarifas de impressos.
⭐ 3. Conclusão
A peça
cumpre amplamente os critérios FIP aplicáveis à História Postal:
✔️ Autenticidade
✔️ Uso postal
genuíno
✔️ Tarifa e
modalidade correta (impresso/jornal)

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