Uma forma interessante de apreciar a riqueza da emissão tipográfica Ceres (1917–1920) é observar lado a lado as suas variações de fabrico. Mesmo dentro de um mesmo valor facial, como o 4 centavos verde, surgem diferenças evidentes na centragem da impressão, na regularidade do dentado ou até na intensidade da cor.
Estas pequenas irregularidades, longe de serem defeitos, testemunham as condições técnicas e materiais da Casa da Moeda durante os anos difíceis da I Guerra Mundial. Cada exemplar revela a própria história do processo produtivo – ora mais cuidado, ora mais improvisado –, tornando esta emissão num terreno fascinante para quem gosta de estudar pormenores e entender como nascem as variações que tornam a filatelia tão rica.

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