Bilhete postal ilustrado representando um hipopótamo (Hippopotamus amphibius), animal africano de grande porte, mostrado de perfil, em posição estática, com forte realce volumétrico do corpo.
A ilustração é executada em tons escuros, quase monocromáticos, contrastando com um fundo vermelho intenso, criando um impacto visual marcante e apelativo.
O verso é do tipo bilhete postal oficial UPU, impresso em papel cartão, com a inscrição “UNION POSTALE UNIVERSELLE – BILHETE POSTAL”, dividido verticalmente entre Correspondência e Endereço, apresentando ainda a menção tipográfica “A EDITORA LISBOA” ao centro inferior.
Com base no exemplar apresentado e nas séries documentadas, julgamos que:
- “O HIPOPÓTAMO DO JARDIM ZOOLÓGICO” pertence:
- a uma série de bilhetes postais zoológicos
- dedicados a espécies emblemáticas do parque
- editados para fins educativos, promocionais e turísticos
A menção tipográfica “A Editora Lisboa”, bem como o formato UPU, são coerentes com edições seriadas de circulação ampla ao público visitante.
Cronologia
Inícios / primeiras décadas do século XX (datação estimada com base no grafismo, tipologia do bilhete postal UPU e estilo editorial).
Conclusão
O presente bilhete postal ilustrado, intitulado “O Hipopótamo do Jardim Zoológico”, pode, à luz do estado atual do conhecimento, ser considerado um exemplar até agora identificado de forma isolada, aparentemente integrante de uma série zoológica destinada à divulgação dos animais do Jardim Zoológico de Lisboa, editada por A Editora Lisboa nas primeiras décadas do século XX.
Apesar de ser prática bem documentada, no período em causa, a produção de séries temáticas compostas por múltiplos exemplares dedicados a diferentes espécies animais, não foram, até ao momento, localizados ou referenciados em repositórios públicos, coleções privadas acessíveis ou bibliografia especializada outros bilhetes postais que possam ser atribuídos com segurança à mesma série, com base em critérios de grafismo, composição editorial e menção tipográfica coincidentes.
Esta situação poderá refletir a existência de uma série hoje incompletamente conhecida, eventualmente de circulação limitada ou cuja preservação material se processou de forma desigual, hipótese comum no domínio da cartofilia histórica. Neste contexto, o exemplar aqui apresentado reveste‑se de interesse cartofílico e documental, não apenas pelo seu conteúdo iconográfico e intenção pedagógica, mas também pelo seu valor enquanto testemunho de uma produção editorial zoológica ainda pouco estudada, cuja análise e contextualização poderão beneficiar de investigações futuras e do eventual aparecimento de novos exemplares correlatos.


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